sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Vamos fugir?


Vamos fugir, desse lugar baby?
Mas, fugir do que? de quem?
Quem nunca pensou em fugir do trabalho em um dia de chuva? Fugir de uma aula chata, fugir de uma saia justa. Fugir de você mesmo...esse é o mais difícil, o impossível.
Quem me dera fosse possível me separar... imaginar chega a ser cômicos, porque ficaria corpo e espírito, e nesse espírito estaria nossos pensamento, logo, continuaríamos ali, com pensamentos, duvidas, questões, memórias...
Ah essas memórias que vão e vem livremente, pincelando nosso dia-a-dia e fazendo recordar. Recordar pessoas, situações, sensações... sentir o frio na barriga ao lembrar daquele beijo... sorrir lembrando daquela troca de olhares... chorar ao lembrar do abraço caloroso após um dia longe... e suspirar... pois o tempo já foi... se foi em um dia de sol no parque, na grama, nas palavras, nas lagrimas, no acabou, no fim.
Mas fim é fim mesmo? As pessoas seguem esse conceito ao pé da letra? O vinculo foi quebrado para sempre? O que significa o para todo sempre? Existe o “e foram felizes para sempre?” quem hoje pode afirmar que terá sempre a felicidade? E os dias ruins? Situações ruins?
É... feliz sempre só Poliana e os contos de fada... então, se não é real, porque plantar isso nas pobres e inocentes crianças? Será que os pais e professores não tem noção de que elas crescem querendo isso, querendo um forte e duradouro amor, que a salve e a faça para sempre feliz?
Tá, não to propondo que sejamos realistas com as crianças, talvez seja melhor criar essa ilusão, deixá-las se decepcionarem, crescerem sozinhas, aprendendo a lidar com as frustrações. É isso que se faz, não é?
Comecei querendo fugir e termino questionando os contos de fada. Sim, eu já quis um príncipe, já achei que o tiinha, e sim, eu me decepcionei. Mas quem já não se decepcionou com alguém?

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